Num mundo ‘perfeito’ a distribuição do número de ocorrências de qualquer natureza não seria Gaussiana, seria quadrática.
Ora a vida que existe na Terra, produz fenómenos cuja distribuição é Gaussiana. A Vida é uma matriz tão diversificada e com uma complexidade funcional (microscópica e macroscópica) tão grande, que não podemos falar em perfeição, apenas em aperfeiçoamento evolutivo.
A mente Humana, pelo contrário, gera (ou pode gerar) fenómenos de compreensão que se aproximam da perfeição sem que o corpo que lhe deu origem seja perfeito.
Somos 7 biliões de Seres distintos física e mentalmente. Só poderemos considerar-nos a caminho da perfeição, no conjunto global em equilíbrio com as outras formas de vida da Biosfera, se tivermos uma Consciência Coletiva digna de nota.
Estatisticamente, a probabilidade de sermos Seres ritmados coletivamente é tão pequena que não faz sentido falar em PERFEIÇÃO no comportamento e nas atitudes. Somos 7 biliões de Seres com ritmos distintos, nunca poderemos ritmarmos conscientemente e naturalmente, como o filme “The Giver” mostra. Mas poderemos ter uma Consciência Coletiva notável que nos leve a ter uma compreensão do mundo e de quem nos rodeia (Biosfera), que conduza à Tolerância, à Empatia, à Solidariedade, ao Amor, à Sustentabilidade global e ao Futuro Coletivo.
Nesse caso estaremos próximos da perfeição como Seres Humanos, como Seres no coletivo (sem guerras, sem ganância, sem intolerância, etc.), mas continuaremos a ter ritmos distintos, mas com Inteligência Emocional mais elaborada.
A vida em si não é imperfeita nem perfeita. Cada organismo tem o seu equilíbrio como espécie. Esse equilíbrio orgânico é que é perfeito para essa espécie, mas apenas para ela.
A diversidade com tolerância, empatia, solidariedade, amor e sustentabilidade estará mais próxima da perfeição.
Processos artificiais exercidos sobre os organismos vivos, que os conduzam a um equilíbrio distinto do natural, não conduz à perfeição mas sim à repressão do natural.
Quando o Homem for capaz de lidar com o natural e a diversidade, com a inteligência coletiva que está inerente, estará mais próximo da perfeição como Ser Humano.
Alfredo Sá Almeida 18 de Janeiro de 2015



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